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Ana Carolina Neves fala sobre Espera Diagnóstica

A angústia na busca por um “nome” para aquilo que se sente ou que se percebe- nas pessoas com quem convivemos é algo bastante comum na prática clínica do Psicólogo e dos demais profissionais que trabalham na área da saúde mental.
A espera diagnóstica pode despertar ansiedade, medo, assim como, outras emoções nos pacientes e seus familiares. Por isso, é importante não deixar que essas emoções interfiram de forma negativa nesse processo.
A conclusão diagnóstica é, de fato, fundamental para que se determine o melhor tratamento. Mas, para que seja precisa, é necessário fazer uma investigação detalhada com equipe multidisciplinar. Em alguns casos, são necessários dados dos resultados de procedimentos de intervenção com finalidade diagnóstica, ou seja, inicia-se o processo de intervenção ainda sem o nome da patologia. Nesses casos, o que se leva em consideração é o conjunto de sintomas.
A ansiedade, ou até mesmo a pressa, durante essa etapa por parte do paciente ou de seus familiares poderá fazer com que o profissional ignore informações importantes da história de vida dele ou pule etapas de extrema importância. Por exemplo, pode-se desconsiderar mudanças e acontecimentos contextuais – perda de algum familiar, separação dos pais, vítimas de violência, traumas, doenças, mudança de escola – ou deixar de intervir em períodos de maior oportunidade e necessidade.
Nesse sentido, assim como a conclusão diagnóstica, as intervenções são muito importantes para remediar sintomas que interfiram na funcionalidade do indivíduo. Pois, mesmo que se tenha um diagnóstico, é necessário considerar as particularidades de cada caso, além de analisar comorbidades, que podem surgir ao longo do tempo ou que não foram identificadas durante o período da avaliação.
Outro fator importante é que alguns tipos de diagnóstico levam tempo para sua conclusão. Por exemplo, alguns dependem da idade de amadurecimento neurobiológico ou de outros fatores intrínsecos ou extrínsecos ao indivíduo.
Em suma, a individualidade precisa ser considerada, tanto na busca diagnóstica quanto durante a intervenção. Não há receitas prontas! Cada um responde de forma diferente aos tipos de tratamento e intervenção (saúde, educacional), pois cada pessoa possui uma forma particular de ver o mundo e interagir com o ambiente.
Vale lembrar que, todo diagnóstico deve ser passado por um profissional da área médica, sendo os exames e intervenções psicológicas, assim como, os demais procedimentos realizados pela equipe multidisciplinar, complementares na conclusão diagnóstica.

Ana Carolina Neves – Psicóloga CRP 06/89883
Especialista em Neuropsicologia pelo Instituto Neurológico de São Paulo – Centro de Estudos em Neurociências Raul Marino Junior – 2012; Pós -graduada em Gestão e Práticas em Recursos Humanos pela Universidade Católica do Paraná – PUC (2009), Graduada em Psicologia pela Universidade do Oeste Paulista (2007).

Contato: 18 99727 4135 / 3221 6098

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